quarta-feira, 13 de abril de 2011

Diário do Marinheiro - Dia 6


Glória à liberdade! Hoje, no ano de 1912, fui julgado e, para minha felicidade, absolvido das acusações e estou livre. Finalmente saí do Hospital de Alienados, onde eu era tratado como louco. Em tempo de pura reflexão sobre a revolta, percebi que os esforços da nação de Marinheiros por melhorias no trabalho não foi a toa. Por mais que tenhamos conseguido apenas acabar com os castigos físicos na Marinha, tenho certeza que a Revolta da Chibata deixará cicatrizes no governo. O dia em que a voz do povo será ouvida ainda há de chegar! Levo comigo a lição de lutar contra qualquer tipo de injustiça que possa haver, o importante é a união.


Referências:
http://www.infoescola.com/historia/revolta-da-chibata/
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/revolta_chibata.htm
http://poemaseconflitos.blogspot.com/2010/05/joao-candido-petroleo-racismo-e-emprego.html

7 comentários:

  1. Sr João Cãndido! Ao ler suas memórias, ficou-me a dúvida ainda não esclarecida: por que a população do Rio de Janeiro não os apoiou? Por que o governo agia de tal modo apenas com a Marinha? Vocês saberiam me informar? Aguardo seu novo relato.
    Bia

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  2. Bia Fortuna, o povo é indiferente à nossa revolta, pois para eles, a ação dos marinheiros não é significativa em seus cotidianos, a marinha é desprezada por eles. Então, por que eles nos ajudariam? Já o governo, ele nos trata desse modo porque somos os únicos que tivemos a coragem de nos revoltar contra eles. Espero que suas dúvidas tenham sido esclarecidas.
    João Cândido

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  3. O problema da população do RJ é que eles só se revoltam quando sao atingidos por alguma coisa diretamente. E como os castigos fisicos sofridos pelos marinheiros nao afetava a grande maioria da população, a última não tinha por que nos apoiar. É esse o empecilho para a formação de uma sociedade progressista, é a falta de união, de amor ao proximo e a meodiocridade do ser humano de pensar somente em si mesmo. Mas, na marinha é diferente porque nós se importamos com nossos semelhantes, entendemos uns aos outros, a união deu força para lutarmos por melhores condições de vida.

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  4. João Silvério - Cidadão
    Creio que os senhores estejam enganados. Nó, a população, não os apoiamos pelo simples fato de que os senhores marinheiros foram capazes de se revoltarem contra nós mesmos. Minha família esteve aflita enquanto circulava os rumores de os revoltosos iriam atacar a cidade do Rio de Janeiro. Afinal, como querem receber apoio da população se vocês são capazes de atirar neles próprios, atacar a própria nação!?

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  5. Giovanny Prado - Negro local
    Sou obrigado a discordar, uma vez que mesmo que as medidas fossem um pouco drásticas, de que outro modo poderíamos de fato mostrar que estávamos fartos das condições as quais éramos submetidos? Se apenas saíssemos nas ruas em uma pacífica passeata ninguém nos levaria a sério. Então pode-se inferir que neste acontecimento, os fins justificaram os meios.

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  6. Sinto em lhe dizer, mas pelo menos em minha memória, essa triste revolta só deixou desgosto por essa atitude desnecessária e ignorante dos marinheiros de baixa patente. Também não estou nos cargos mais altos, todavia sou obediente e faço o que me mandam fazer, dessa forma não sou castigado. O mestre sale dos mares deveria fazer o mesmo.

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  7. Muito triste ver que ao final da Revolta, grande parte dos marinheiros foram mortos e nāo puderam aproveitar das exigências que conquistaram. A população fica com medo de ser bombardeada, mas enquanto os pobres marinheiros estão lá apanhando de forma desleal ninguém se importa...Concordo com o que o companheiro disse, nós marinheiros nos importamos com o próximo e buscamos sempre o bem geral.

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